Problemas Familiares
Problemas Familiares
Eu amo minha família, não me levem a mal. Eu amo eles mais do que tudo na minha vida, meu pai e minha mãe são tudo para mim. Entretanto, eles tem comportamentos que me deixam para baixo fazem anos e nunca encontro espaço para falar sobre. Talvez seja drama adolescente e não posso negar a possibilidade da minha cabeça estar amplificando isso muito mais do que a realidade, mas mesmo assim me afeta muito. Eu amava jogar vôlei, amava tanto que sonhava em ser um jogador um dia e entrar na quadra era o que fazia eu me sentir leve durante o resto de uma semana difícil. Minha mãe, por outro lado, nunca gostou muito da ideia de eu focar unicamente em uma carreira profissional no voleibol, o que resultava em uma pressão enorme para eu receber pelo menos um "parabéns" quando aprendia algo novo ou dominava um novo tipo de saque. Ao mesmo tempo, tenho uma prima de segundo grau que é tudo o que eu queria ser: extrovertida, ultra inteligente, eloquente, genuinamente apaixonada por tudo o que faz, várias características que eu queria ter. Minha mãe constantemente me compara com ela e isso me frustra, me deixa tão triste que as vezes me sinto tão para baixo que começo a me perguntar se o que eu faço agora realmente vale a pena. Ela passou em um curso técnico aos 14, eu não. Ela era uma estrela em Ascenção no vôlei, eu não. Ela sabe muito sobre política, eu não. Eu nunca vi minha mãe falar de mim para os outros com a admiração que fala dela. Nunca ouvi ela dizer "ele é um ótimo levantador", nunca ouvi "Você vai conseguir" nem nada do tipo. Mesmo que ela não desaprovasse ativamente o vôlei, nunca tive apoio de verdade. Mas mesmo assim, tudo bem. Não importava que os colegas de treino do vôlei botassem pressão em mim, reclamassem dos meus levantamentos, eu ainda tinha minha família. Mesmo que não fosse perfeito, lá eu não era julgado. Isso até um dia que perdi meu primeiro campeonato importante logo no primeiro jogo e fui eliminado. Quando cheguei em casa e contei para a minha mãe, ouvi ela me dar sermão por ter perdido por 10 ou 15 minutos. Durante esse sermão ela novamente citou a minha prima perfeita, essa que hoje em dia não consigo nem conversar sem sentir inveja de como ela é. Depois disso, desisti do sonho da minha vida para passar a estudar para uma faculdade de psicologia, o que parece mais agradável para ela. Não que eu não goste, eu amo psicologia, li vários livros sobre e adoro o tema. Entretanto, não é nada perto do que o vôlei foi para mim. Meu pai, por outro lado, é um problema mais recente. Meu pior erro foi ter aceitado trabalhar com ele, onde descobri que ele constantemente me xingava para os funcionários que trabalhavam comigo. Uma vez ele explicitamente me liberou do trabalho, só para eu descobrir no dia seguinte que ele me xingou para um funcionário por eu realmente ter ficado em casa. Além disso, ele e minha madrasta madrasta detestam a ideia de que eu queira fazer psicologia. Tentam me convencer a fazer engenharia ou medicina toda vez que me veem e isso me incomoda. Eles não se dão ao trabalho de me enviar uma mensagem de boa tarde sem que eu tome a iniciativa e acham que pode me intimidar a fazer o que querem? Uma vez retruquei meu pai, dizendo que não iria ingressar no exército e muito menos ser aviador. Ele me olhou e disse: "então você vai fazer o que? Ficar coçando o saco na cama até mofar?" Como um tom ríspido. Não encontrei forças para retrucar depois disso. Meu tio é a melhor figura paterna que eu tenho. Foi a única pessoa que ouviu o que eu queria fazer para o meu futuro e disse que isso era legal. Odeio admitir, mas ele se esforça mais para me compreender e aceitar que meu próprio pai.
-
Anônimo
Que situação complicada a sua, mas eu acho que vc não deveria desistir do seu sonho, mesmo fazendo psicologia ( que eu acho super interessante) tenta tirar um tempo para treinar. A vida é sua seus pais já viveram a vida deles e já construíram oq queria, agora está na sua vez, com a aprovação deles ou não vc tem que fazer oq gosta pq não importa oq vc fizer para eles nunca sera o suficiente. O importante é vc se sentir bem e vc ser feliz, isso não te torna um filho ruim um dia eles irão entender que isso é oq vc queria, e se eles não entenderem paciência né14-04-2026 23:31:30 -
Anônimo
triste, n desista01-04-2026 22:26:29